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DICAS IMPORTANTES

Estas dicas são dirigidas a todos os síndicos e condôminos preocupados em reduzir suas despesas mensais, sem afetar a segurança e o conforto.

ECONOMIA DE AGUA

A atual crise de abastecimento de água promete se estender pelos próximos anos, em quase todo o território brasileiro. Assim, será necessário otimizar o uso deste bem através da redução do desperdício, mudança de hábitos de consumo e implementação de sistemas de economia.

Confira abaixo medidas de segurança:

 

  • Água de chuva e reuso: A diminuição da água disponível, nos próximos anos, vai exigir que os condomínios, shopping centers e outros estabelecimentos adotem novos sistemas para otimizar o uso.
  • Aproveitamento de chuvas: A coleta e armazenamento de água de chuva, para uso em lavagens de pisos e irrigação do jardim
  • O funcionamento: A água de chuva, coletada pelas calhas no telhado do prédio, é armazenada em uma cisterna no térreo ou subsolo.
  • Pode-se instalar um equipamento para filtrar essa água, se for necessário.
  • Instala-se um sistema de racalque (bomba d'água+encanamento), para enviar a água para as torneiras do térreo e subsolo.


Cuidados a tomar:

  • O telhado concentra grandes impurezas, principalmente quando há um longo período de escassez de chuva. Como opção, pode-se instalar um sistema de filtragem mecânica no reservatório.
  • O reservatório também pode ser um risco para a saúde dos moradores e funcionários, caso não adote uma manutenção periódica de limpeza e conservação.
  • A construção de um reservatório para a captação da água da chuva necessita de um sistema de recalque, deve ter um projeto de engenharia para que não desperte risco de saúde e acidentes.
  • Além de gerar economia de água, o sistema também contribui para diminuir o problema das enchentes.


Reuso de água

  • Trata-se da implementação de uma pequena estação de tratamento de águas de uso "nobre" (banho e pias) para reutilização em fins "menos nobres", como descargas, lavagens de pisos e outros.


Como colaborar para evitar aumentos na taxa condominial:

  • Não use o vaso sanitário como lixeira - Economia média de 20 litros/dia por uma descarga a menos.
  • Escovando os dentes, lavando o rosto, fazendo a barba: não deixe a torneira aberta - Economia média: 20 litros/dia.
  • Lavando a louça na pia: torneira aberta só para enxaguar - Economia média: 200 litros/dia.
  • Máquinas de lavar roupas e louças: use somente com a capacidade máxima. Economia média: 50 litros/dia acionando os equipamentos a metade das vezes.
  • Torneira pingando: conserte o mais rápido possível - Economia média: 46 litros/dia.


Campanha com funcionários:

  • FAXINA: Substituir o esguicho pela vassoura, na limpeza de pisos na área externa. O resultado é o mesmo. Para áreas internas, como hall e salão de festas, um pano umedecido em um balde com água e produto de limpeza é a melhor solução.
  • JARDIM: Regar no começo da manhã ou no final da tarde, momentos em que ocorre menos evaporação de água - portanto, evitando-se o desperdício. No inverno, regar em dias alternados e de preferência nos primeiros horários da manhã. Evitar regar a noite, pois poderá provocar proliferação dos fungos nas raízes.
  • PISCINA: Sem cobertura de proteção, exposta ao sol e à ação do vento, ela perde aproximadamente 3.785 litros/mês por evaporação - o suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas, para beber, por cerca de um ano e meio. Providencie uma cobertura para a piscina: isto reduzirá a perda em 90%.
  • Fazer a retrolavagem mensal após a chuva (retirando a cobertura da proteção). A água eliminada pela retrolavagem é equilibrada pelo acréscimo das chuvas.
  • Ao fazer a limpeza rotineira, não selecione "retrolavagem", mas "filtrar", para evitar desperdícios.
  • HIDRÔMETRO: Checar periodicamente o consumo de água do condomínio: definir o consumo médio por semana e procurar vazamentos quando há grades de alterações.
  • Fechar o registro de entrada, para evitar que o ar que fica nos encanamentos seja marcado pelo hidrômetro como água consumida.

Fonte: Sabesp

ECONOMIA DE ENERGIA

Boa parte das despesas de um condomínio decorrem do consumo de energia em setores e equipamentos comuns a todos os moradores de edifícios de apartamentos.

Depois de ler atentamente nossas sugestões, percorra todas as instalações do prédio, anotando tudo que pode ser melhorado. A adoção de medidas de conservação de energia contribuirá de maneira eficaz para a redução do consumo e, conseqüentemente, das despesas. Lembre de que conservar energia não significa privar-se do conforto e dos benefícios que ela proporciona. Conservar energia, dentro de uma visão mais ampla, implica a transformação da sociedade dita do desperdício em uma sociedade mais racional na utilização dos recursos globais, especialmente os insumos energéticos.

Comece pelos itens que podem ser melhorados imediatamente e analise em seguida os que requerem mais informações avaliando as vantagens na redução da conta de energia elétrica em comparação com os investimentos necessários

Equipamentos de Uso Comum: Na maioria dos casos, os equipamentos que mais contribuem para o consumo de energia em um condomínio são os seguintes:

Iluminação, Elevadores e Bombeamento d'água: Independentemente, do porte e das características do condomínio, haverá sempre a necessidade de iluminação em áreas comuns, tais como garagens, corredores, hall social, jardins etc.,/

ILUMINAÇÃO

  • Utilize sempre que possível a iluminação natural suficiente abrindo janelas, cortinas e persianas em ambientes como o hall social, a sala de visitas, o salão de festas, o salão de jogos, etc.
  • Instrua os empregados a desligarem as lâmpadas de dependências desocupadas, exceto aquelas que contribuem para a segurança.
  • Limpe regularmente paredes, janelas, pisos, e forros. Uma superfície limpa reflete melhor a luz, o que permite manter menos intensa a iluminação artificial.
  • Limpe regularmente as luminárias, lâmpadas e demais aparelhos de iluminação. A sujeira acumulada reduz a iluminação.
  • Substitua se possível, os difusores transparentes amarelados ou opacos por difusores de acrílico claro, com boas propriedades contra amarelamento, pois eles permitirão melhor distribuição de luz.
  • Substitua luminárias antiquadas ou quebradas por luminárias mais eficientes, de fácil limpeza e, de preferência, com lâmpadas expostas, que deste modo poderão ser de menor potência.
  • Quando o fator estético não tiver importância retire o acrílico e o globo, que absorvem grande parte do fluxo luminoso. Você poderá assim utilizar lâmpadas de menor potência.
  • Não use lâmpadas incandescentes de bulbo fosco dentro de globos. É preferível utilizar lâmpadas com bulbo transparente. As lâmpadas de bulbo fosco foram criadas para minimizar o efeito ofuscante e apresentarem uma luz confortável, suave e difusa, mas também absorvem uma parte da luz emitida pelo filamento.
  • Como o globo elimina o ofuscamento, o uso de lâmpadas de bulbo fosco acarretará menor iluminação e poderá exigir lâmpadas de maior potência.
  • No hall social, na entrada e na marquise do seu prédio, a instalação de lâmpadas incandescente embutidas no teto é uma péssima solução do ponto de vista da utilização de energia. A eficiência do conjunto torna-se muito reduzida, o aquecimento é excessivo e a vida útil da lâmpada também se reduz, por falta de ventilação adequada. Sugerimos rebaixar a lâmpada e reduzir sua potência, ou usar lâmpadas refletoras de menor potência. As lâmpadas de 100 Watts podem ser substituídas por lâmpadas de 60 Watts ou 40Watts, o que proporcionará uma redução de 40% a 60% no consumo de energia elétrica nesses locais. Outra opção seria as lâmpadas fluorescentes compactas
  • Nos corredores, no hall social e nas escadas, verifique a possibilidade de substituir as lâmpadas incandescentes também por lâmpadas fluorescentes compactas.
  • Em locais onde houver muitas lâmpadas acesas, verifique a possibilidade do desligamento alternado.
  • Se há na garagem luminárias com lâmpadas fluorescentes comandadas em grupo, estude a possibilidade de instalar interruptores individuais comuns ou do tipo pêra (pendente); eles permitirão o desligamento parcial de determinadas lâmpadas, evitando-se a iluminação plena todo o tempo.
  • Nas garagens, procure iluminar somente as áreas de circulação de veículos, e não diretamente os boxes.
  • Ao desativar uma ou mais lâmpadas fluorescentes, não esqueça de desligar também o reator, caso contrário, ele continuará consumindo energia elétrica, reduzindo-se a sua vida útil.
  • Rebaixe as luminárias instaladas entre as vigas do teto da garagem. Com isso, aumentará a intensidade da iluminação, podendo inclusive reduzir o número de lâmpadas.
  • Onde for possível, use uma única lâmpada de maior potência no lugar de várias lâmpadas de menor potência.
  • Tratando-se de lâmpadas de um mesmo tipo, as de maior potência são em geral mais eficientes que as de potência menor.
  • Ao fazer reforma no prédio, evite pintar com cores escuras as paredes dos halls dos elevadores, escadas e corredores, pois elas exigirão lâmpadas mais fortes, com maior consumo de energia elétrica.
  • Em áreas externas (jardins, estacionamentos, áreas de lazer, e etc.) estude a possibilidade de substituir as lâmpadas existentes por lâmpadas a vapor de sódio a alta pressão (VSAP), que fornecem mais luz com menor consumo de energia elétrica.
  • Analise também a possibilidade de instalar fotocélulas ou temporizadores para controle de iluminação.
  • Utilize somente lâmpadas de tensão compatível com a tensão da rede da concessionária.
  • Se o seu prédio não tem interruptores temporizados, para as lâmpadas dos corredores e garagens, você pode instalar um dispositivo chamado MINUTERIA, que permite manter acesas temporariamente as lâmpadas desses locais; desta maneira, utiliza-se a iluminação de forma racional e reduz-se gradualmente o consumo de energia elétrica.
  • Existem no mercado dois tipos de minuteria: a eletrônica e a eletromecânica. Cada uma delas pode ser instalada no sistema coletivo (várias lâmpadas) ou no individual (uma ou poucas lâmpadas).


ELEVADORES

  • Para economizar energia elétrica, evitando acionamento desnecessário dos elevadores e maior desgaste dos equipamentos, deve-se observar as seguintes recomendações:
  • Havendo dois elevadores no mesmo hall (um social e um de serviço), deve-se chamar apenas um. Verifique a possibilidade de fazê-los atender a grupos diferentes de andares (pares e ímpares).
  • Havendo dois elevadores no mesmo hall (um social e um de serviço), deve-se chamar apenas um. Verifique a possibilidade de fazê-los atender a grupos diferentes de andares (pares e ímpares).
  • Não sobrecarregar o elevador, respeitando o número máximo de passageiros indicado na cabine. Além de ser transportado com segurança, você evitará danos ou queima do motor.
  • Para subir um andar ou descer dois, procure utilizar as escadas. Um pouco de exercício é saudável e não faz mal a ninguém.
  • Estude a possibilidade de instalar um sistema de acionamento mais eficiente para os elevadores. Consulte o fabricante.
  • Estude a possibilidade de desligar diariamente, de maneira alternada, um dos elevadores, no horário de menor movimento e utilização (por exemplo, das 22h00 às 6h00 e nos domingos e feriados).
  • Será importante obter a cooperação dos condôminos, esclarecendo-os quanto aos objetivos e benefícios a serem alcançados.

 

BOMBEAMENTO D'ÁGUA

  • O desperdício de água, os vazamentos e a desregulagem do tempo de descarga das válvulas são responsáveis por uma parcela significativa do consumo de água, além de acarretarem maior consumo de energia elétrica para o conjunto motor bomba.
  • Tudo isto resulta em maior despesa com as contas de água. Significa também maior gasto de energia nas estações de tratamento e bombeamento de água do serviço público.

A seguir, apresentamos um exemplo dos reflexos dos vazamentos de água no consumo de energia elétrica:

  • Um prédio residencial de 10 andares, com quatro apartamentos por andar, consome mensalmente, em condições normais cerca de 1.800.000 litros (1.880m³).
  • O motor da bomba de recalque têm potência de 5cv e permite vazão máxima de 12.000 litros/hora (12m³/h).
  • Desejamos saber qual o consumo mensal de energia elétrica em condições normais (sem vazamento) e que acréscimo será ocasionado neste consumo por vazamento nas instalações hidráulicas.


Situações:

Condições normais, sem vazamento:

Calculando que o motor da bomba opere 150 horas/mês, com rendimento de 80%, o consumo de energia elétrica será de 690 kWh/mês.

Condições anormais, existência de vazamentos:

Se por falta de reparos, houver, por exemplo, no prédio uma torneira comgoteira e três vasos sanitários com vazamento de abertura de um milímetro, o desperdício mensal de água será de aproximadamente 187.800 litros e o de energia elétrica de 72 kWh/mês, ou seja, um aumento de consumo na ordem de 10%.

Veja agora o que os condôminos precisam saber para evitar o desperdício de água.

1) Não deixar o chuveiro aberto na hora de se ensaboar;
2) Não usar o vaso sanitário como "lixeira";
3) Não escovar os dentes ou fazer barba com a torneira aberta o tempo todo;
4) Fechar a torneira enquanto estiver ensaboando pratos, panelas e talheres;
5) Não usar mangueiras para "varrer" garagens ou calçadas;
6) Usar um balde em substituição à mangueira para lavagem de carros.

AQUECIMENTO CENTRAL DE ÁGUA

  • Verifique o estado do isolamento térmico do aquecedor e da canalização que conduz a água quente. Um bom isolamento reduz as perdas de calor e, portanto o consumo de energia.
  • Inspecione os controles de água quente para verificar se funcionam adequadamente e providenciar reparos ou substituição em caso de necessidade.
  • No verão, estude a possibilidade de reduzir a temperatura da água aquecida, até um nível adequado ao conforto pessoal.
  • A utilização de energia solar através de coletores solares, para o aquecimento de água, tem proporcionado significativa economia de energia. Solicite a uma firma especializada e com experiência comprovada um estudo para a substituição do aquecimento convencional de água por um sistema de aquecimento através de coletores solares.

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